• O prefeito Jarbas Ricardo (PSDB), de São José da Tapera (AL), reconhece que a vitória de Dilma no município é normal e diz que é complicado fazer campanha para Aécio Neves
    O prefeito Jarbas Ricardo (PSDB), de São José da Tapera (AL), reconhece que a vitória de Dilma no município é normal e diz que é complicado fazer campanha para Aécio Neves
Depois de viver um longo período como o município mais pobre do país no final do século passado, São José da Tapera, em Alagoas, hoje é considerada uma cidade avançada para os parâmetros do semiárido nordestino. A cidade não figura mais entre os cem municípios com pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.
Após mais de uma década do início do Bolsa Alimentação, os índices sociais do local avançaram significativamente. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), hoje, é o 5º maior entre os 102 municípios de Alagoas. A mortalidade infantil caiu a um terço do que era em 1991. A proporção de crianças de 11 a 13 anos no ensino fundamental saltou 388%, segundo dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Na cidade, todas as praças têm internet sem fio gratuita. Há biblioteca, academia e até uma quadra de tênis pública.
Segundo o prefeito Jarbas Ricardo (PSDB), os programas sociais foram cruciais para o desenvolvimento da cidade, associado ao avanço do comércio. Ambos resultaram num aumento de renda na cidade. 
Arte UOL
Apesar eleger prefeitos tucanos desde 1996 e de ter sido berço do Bolsa Alimentação em 2001, a vitória de Dilma no segundo turno é apontada como inevitável no município. "Reverter esse quadro é uma missão extremamente difícil. Eu acredito que, se a eleição aqui foi 70% a 30%, ou 60% a 40% [para Dilma], já está bom", explicou o prefeito.
Mesmo tucano, ele admite que a mensagem do medo passada pelos apoiadores de Dilma deixa a missão de pedir voto para Aécio "complicada" não só na cidade, mas em todo o interior nordestino. "Sou eleitor de Aécio, mas a população da minha cidade tem todo esse medo. Tento passar a ideia de que o Bolsa Família está mantido, mas compreendo o voto [em Dilma]. Peço voto [para Aécio], mas não vou fazer campanha, ir para o embate, porque eu sei que perco", afirmou.
Para o prefeito, existe também no município um sentimento de continuidade. "O eleitor tem muito medo da mudança. Dilma não representa o PT, representa aqui o Bolsa Família. É natural que uma família que só tenha essa renda não queira nem ter a dúvida que isso pode acabar", analisou. 
Segundo o vereador Marquinho X (PMN), a vitória esmagadora de Dilma pode ser reduzida no segundo turno. "Estamos trabalhando para acabar com esse boato [do fim do Bolsa Família]", disse. "No primeiro turno, nenhum dos 13 vereadores fez campanha para o Aécio. Havia também a ligação com a eleição do governo do Estado. Eu votei em Marina, mas agora temos vereadores com Aécio. A votação dele vai aumentar", afirmou.
O professor Erivaldo Souza, 49, afirma que os votos de Dilma na cidade são fruto da "transformação para melhor" que a cidade passou. "Isso aqui mudou demais. O Lula juntou, acabou com os programas e fez outro. É outra coisa, e o povo percebe porque foi beneficiado diretamente", explicou. 
Fonte: UOL
O Ibope divulgou, quinta-feira (11), a pedido da TV Gazeta de Alagoas, pesquisa de intenção de votos para o governo do Estado. Na estimulada, o candidato do PMDB, Renan Filho, lidera a disputa, com 43%, um a mais do que apresentava no dia 14 de agosto. Benedito de Lira, do PP, é o segundo colocado, com 26%, três pontos a mais do que no último levantamento. Estão empatados na terceira colocação Mário Agra (PSOL) e Júlio Cézar (PSDB), com 1% das intenções cada. Os demais candidatos marcaram menos de 1%.

Os números foram colhidos entre os dias 7 e 10 de setembro, ouvindo 812 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso significa dizer que há a probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo Nº AL-00010/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo Nº BR-00592/2014.

Com a margem de erro, Renan Filho teria entre 46% e 40%, Benedito de Lira teria entre 29% e 23%, Mário Agra e Júlio Cezar teriam entre 4% e 0% cada. Neste cenário, brancos e nulos representam 15%, contra 16% na pesquisa anterior. O item "Não sabe/Não respondeu" representa 13%, dois a mais que o Ibope divulgado no mês de agosto. 

Levando-se em consideração que Renan Filho tem, no atual momento, 43% das intenções de voto, contra 29% das intenções somadas de seus adversários, o peemedebista seria eleito em primeiro turno se a eleição para governador de Alagoas fosse hoje. O número considera a margem de erro da pesquisa.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentado aos entrevistados o nome do candidato, Renan Filho apresenta 23% das menções, ou seja, 10 pontos a mais que na primeira pesquisa. Benedito de Lira é citado por 14% dos entrevistados, cinco pontos a mais que no levantamento anterior, quando registrou 9%. Mário Agra (PSol) e Júlio Cezar (PSDB) tem 1% cada. Houve um crescimento de 10% nas respostas na pesquisa espontânea: 66% dos entrevistados responderam. Brancos ou nulo somam 17%.

SEGUNDO TURNO - Num eventual segundo turno, Renan Filho (PMDB) venceria Benedito de Lira (PP). O candidato peemedebista tem 47% das intenções de voto, contra 29% do candidato pepista. Brancos e nulos totalizam 13%, enquanto 11% dos eleitores disseram não saber ou preferiram não responder. 

Com a margem de erro, Renan Filho tem entre 50% e 44%. Já Benedito de Lira tem entre 33% e 26%.

EXPECTATIVA DE VITÓRIA - Questionado sobre quem será o próximo governador, independente do próprio voto, 51% dos entrevistados afirmaram que será Renan Filho sairá vitorioso. Benedito de Lira aparece em segundo, com 22%. Eleitores que não opinaram somam 26%, seis pontos a menos que na última pesquisa.

REJEIÇÃO - Renan Filho e Benedito de Lira apresentam os maiores índices de rejeição, segundo o Ibope. O candidato do PMDB tem 22%, contra 21% no último levantamento. Já o candidato do PP tem 21%, contra 18% na pesquisa anterior. As menções aos demais candidatos variam entre 12% e 15%.

Fonte: Gazetaweb